Últimos dias: captura de caranguejo-uçá será proibida a partir de domingo (15)
Quem aprecia ou trabalha com a captura do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) tem poucos dias antes do início do período de proibição no Paraná. A partir deste domingo (15), passa a valer o defeso da espécie, que segue até 30 de novembro e impede não apenas a captura, mas também o transporte, comercialização, beneficiamento e industrialização do crustáceo.

A medida ocorre todos os anos para proteger o período de reprodução natural da espécie e garantir a manutenção dos estoques nos manguezais.
A regulamentação e fiscalização são coordenadas pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável do Paraná (Sedest), conforme critérios da Portaria nº 180/2002.
Quem for flagrado desrespeitando o defeso pode responder por crime ambiental. A penalidade inclui multa que varia de R$ 1,2 mil a R$ 50 mil, além de acréscimo de R$ 20 por quilo do animal apreendido, conforme previsto na legislação.
O caranguejo-uçá é considerado fundamental para o equilíbrio dos manguezais. O crustáceo se alimenta de folhas e matéria orgânica, transformando esse material em nutrientes importantes para outros organismos da cadeia alimentar. Ao cavar tocas no solo, também contribui para a circulação de nutrientes e a preservação desses ambientes.
Importância econômica no Litoral
Além do papel ambiental, a pesca do caranguejo movimenta a economia do Litoral do Paraná. Em 2024, a atividade gerou cerca de R$ 9,8 milhões, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
Entre os municípios produtores, Guaraqueçaba lidera com 37,6% da produção estadual. Na sequência aparecem Guaratuba (18,6%), Paranaguá (16,6%), Antonina (15,5%), Pontal do Paraná (11%) e Matinhos (0,5%). Os dados de 2025 ainda não foram divulgados.
