Entre trancos e “mudanças de rota”, teremos um espaço fixo para receber os navios de cruzeiros?
Esperado há pelo menos um ano, desde que foi anunciado, em abril de 2025, o Terminal de Passageiros de navios de cruzeiro, em Paranaguá, voltou a ser assunto nesta semana. A Portos do Paraná contratou uma empresa para elaborar o projeto básico da estrutura fixa, que já deveria ter sido licitada — mas a primeira tentativa não avançou, por motivos que não ficaram claros.

O segundo processo licitatório deve ser lançado no próximo mês, por alguns milhões de reais a mais do que a previsão inicial. Fato é que, além do terminal de passageiros, a empresa pública também havia anunciado, no ano passado, a elaboração de um projeto para um berço de atracação preferencial para navios de cruzeiro.
À época, foi dito que o plano era amplo, com a previsão de um berço de atracação e de uma área marítima para embarcações responsáveis pelo transporte de passageiros entre o terminal e as áreas turísticas. Como parte desse trabalho, a Portos do Paraná realizou, em março de 2025, a primeira simulação de manobras e estudos náuticos com navios de cruzeiro, com uma equipe de engenheiros enviada para acompanhar os testes no Tanque de Provas Numérico da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (TPN-USP), em São Paulo.
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E, agora, às vésperas do fim da gestão, nos deparamos com mais uma possibilidade de ver algo fundamental não ser entregue. Já ficamos sem cruzeiros nesta temporada e teremos alguns na próxima, mas com qual estrutura receberemos esses turistas?
Até agora, tudo o que foi prometido para a requalificação de Paranaguá não saiu do papel: a Rua da Praia, todo o entorno do Mercado Municipal e do Peixe, além do Terminal de Passageiros.
A Cidade-Mãe do Paraná aguarda, ansiosa, para ver os planos ganharem forma, e que não se tornem promessas esquecidas.
