Os cargos de compensação: anunciados de um jeito, encerrados de outro


Doa a quem doer

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Por Redação Publicado 06/10/2025 às 13h36
Ratinho Jr., entre os Justus (Nelson Justus, à esquerda, e Roberto Justus, à direita): apoio político que rendeu cargo comissionado ao ex-prefeito de Guaratuba. Foto: Arquivo/AEN
Ratinho Jr., entre os Justus (Nelson Justus, à esquerda, e Roberto Justus, à direita): apoio político que rendeu cargo comissionado ao ex-prefeito de Guaratuba. Foto: Arquivo/AEN

Muito se fala em deixar para trás a “velha política”, mas o que se vê é que isso ainda é uma utopia. A “nova política” segue com algumas características da velha em suas raízes. Conchavos, trocas de favores, cabides de empregos públicos. Tudo é usado como moeda de troca. E aqui não falamos sobre articulações, estas sabemos que são necessárias, pois política não se faz sozinho. Falamos do famigerado toma-lá-dá-cá.

Nesse sentido, vemos as figuras que terminaram seus mandatos e, sem seus cargos públicos e todas as benesses atreladas a eles, passando a ocupar cargos comissionados. São os mais variados, porém, quase sempre, naquelas funções que não se sabe ao certo quais os “trabalhos” desempenhados.

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Um exemplo disso é o ex-prefeito de Guaratuba, Roberto Justus. Primeiro, ele disse que iria trabalhar na Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, junto ao também ex-prefeito, Rafael Greca. Mas, Justus só foi começar a trabalhar quase um mês depois da nomeação e foi parar no setor de Convênios da Casa Civil. Qual seria a explicação? Não sabemos, mas provavelmente foi onde conseguiram vaguinha no cabide. Agora resta saber se o ex-prefeito de Guaratuba seguirá os passos do pai e tentará uma cadeira na Alep — apesar de ter fracassado na missão de eleger sua candidata no próprio quintal —, ou se permanecerá na Casa Civil até o fim do mandato de Ratinho Jr. no Palácio Iguaçu.