Que tal uma empresa de balões para acabar com as filas rumo ao Porto e levar os caminhões direto ao horário agendado de descarga?
O problema é crônico, e quem fica à mercê desse jogo de empurra entre os responsáveis é a população de Paranaguá e os trabalhadores que, em parte, são responsáveis pelos grandes e expressivos números que fazem do Porto de Paranaguá uma potência em movimentação de cargas: os caminhoneiros. É a população que sofre com a cidade travada devido às filas de caminhões na Atílio Fontana e na BR-277. Os trabalhadores, por sua vez, com as horas a fio (às vezes, até dias) no aguardo para descarregarem. Então, quando somos procurados para explicar esse cenário e suas causas, começa o jogo de empurra entre pátios privados e poder público.
A Prefeitura alega que a lei precisa ser atualizada, já que não prevê multa para essas empresas (então, atenção, Palácio Carijó: vamos fazer a sua parte?). Mas a resposta da Portos do Paraná foi ainda mais inacreditável: “não temos responsabilidade sobre as filas de caminhões.” Como assim? Os caminhões estão ali parados para quê? Certamente não é para apreciar a vista da Atílio ou da BR. Estão no sacrifício, trabalhando, enquanto a população sofre com o caos. Portanto, senhores, não dá mais para fingir que o problema não existe, tampouco subestimar a inteligência coletiva. Paranaguá não pode apenas ostentar recordes portuários — precisa, de fato, garantir que toda a engrenagem funcione sem tantos transtornos

