Você teria controle para não gastar um dinheiro que pegou emprestado, mas só vai usar daqui a dois anos?


Doa a quem doer

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Por Redação Publicado 04/02/2025 às 20h23
BR-277 terá três faixas nos dois sentidos, entre o Litoral e a capital. Foto: EPR Litoral Pioneiro
BR-277 terá três faixas nos dois sentidos, entre o Litoral e a capital. Foto: EPR Litoral Pioneiro

Todo mundo enfrenta dificuldades financeiras e, em algum momento, recorre a um empréstimo. Quem nunca passou por isso? Na semana passada, acompanhamos com alegria — mas também com a cautela de São Tomé, no espírito do “ver para crer” — o BNDES financiando bilhões de reais para a EPR Litoral Pioneiro executar as megaobras previstas que só devem começar no terceiro ano do contrato de concessão, ou seja, daqui a dois anos. Entre essas obras estão intervenções que serão históricas para a nossa região, tais como as faixas adicionais na BR-277, a deixando tripla nos dois sentidos, entre o Litoral e Curitiba; melhorias na iluminação da Serra do Mar; mais uma área de escape no trecho; a duplicação da PR-407 entre Paranaguá e Pontal e as tão sonhadas melhorias no acesso ao Porto. Mas, embora os recursos tenham sido anunciados agora, no comecinho de 2025, eles só serão usados pela empresa de 2026 para 2027. Esperemos que a EPR não tenha nenhum imprevisto no caminho, ao contrário das concessionárias anteriores, e cumpra o contrato e os prazos estipulados nele. Com isso, nossa região finalmente começará a sentir os efeitos reais do desenvolvimento.

UPA de Paranaguá: enquanto o ex e o atual gestor perdem tempo com troca de farpas, a população só quer (e merece) a solução do(s) problema(s)

A população está no limite. E não é expondo as chagas ou apenas apontando que o problema existe — e foi deixado na cidade por A, B ou C — que os problemas na Unidade de Pronto Atendimento de Paranaguá serão resolvidos. Não adianta trocar farpas nem usar as redes sociais para denúncias, réplicas e tréplicas. O que o povo precisa é de ação e de um atendimento digno na UPA. Se a gestão anterior deixou de fazer o que deveria, que isso seja levado adiante, na esfera jurídica, em busca de responsabilização. Mas, agora, é hora de arregaçar as mangas e resolver. O que se nota é que a situação está fugindo do controle. Vídeos de pacientes partindo para a violência física, pois, apesar de nada justificar a agressão, são pessoas que estão em momentos de vulnerabilidade, fragilizadas, com dor, e que perdem a razão ao passarem, muitas vezes, uma noite inteira à espera de atendimento. É desumano. Por isso, tudo o que precisamos agora é de gestão. Se a gestão for efetiva, não serão necessárias campanhas contra a violência ou contra profissionais de saúde, como as que o Conselho Regional de Medicina está encabeçando. Salários justos para os profissionais, fiscalização do trabalho para combater as laranjas podres que prejudicam o atendimento e um método que realmente desafogue as filas, com trabalho integrado à rede básica de atenção à saúde. Avante! Antes que seja tarde e tenhamos que noticiar algo ainda pior acontecendo na UPA da maior cidade do Litoral.

UPA de Paranaguá continua a enfrentar problemas com prestadores de serviço e demora de muitas horas no atendimento à população. Foto: Prefeitura de Paranaguá
UPA de Paranaguá continua a enfrentar problemas com prestadores de serviço e demora de muitas horas no atendimento à população. Foto: Prefeitura de Paranaguá