INATIVA DESDE 2013

Vaca Mecânica doada pela Appa para a prefeitura ainda não voltou a funcionar. Maquinário está parado numa sala da prefeitura no bairro Jardim Guaraituba.

por Redação JB Litoral
06/03/2015 20:57 (Última atualização: 06/03/2015)

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O projeto que doava leite de soja para crianças carentes do município, conhecido como Vaca Mecânica, pode voltar a funcionar. Parado desde 2012, após mudança de gestões no Governo do Estado e na APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), a usina de processamento de soja foi doada para a Provopar Paranaguá em 2013, que até agora não voltou a produzir os produtos.

O leite de soja era para beneficiar cerca de 6.700 mil crianças carentes e de escolas municipais da cidade, com idade entre 0 e 12 anos. Porém, segundo a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, o projeto não está funcionando devido às condições das máquinas, que são antigas e apresentam problemas. De acordo com a assessoria, a prefeitura aguarda a instalação elétrica bem como a efetivação dos maquinários para dar continuidade no projeto. A previsão é que a Vaca Mecânica volte a operar nas próximas semanas. A prefeitura informou ainda que no mesmo local vai funcionar uma panificadora, que usará os resíduos de soja que sobrarem do processamento para produção do leite. A prefeitura também está providenciando os funcionários para realizar a operação.

Entenda como a usina foi parar na Provopar Paranaguá

O projeto parou no final de 2010 e também nos meses iniciais da gestão do governador Beto Richa, sendo retomado, segundo a Appa, somente em março de 2011. Em maio de 2013, a primeira-dama e secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, assinou o termo de transmissão da usina da Provopar Estadual para a Provopar do Município. Os equipamentos estavam em uma sala de um prédio anexo ao Palácio Taguaré, já que o projeto “Vaca Mecânica” pertencia à APPA. Atualmente os equipamentos estão em um espaço da prefeitura, localizado no bairro Jardim Guaraituba. Na ocasião da transmissão da usina, Fernanda Richa explicou que “o leite de soja é muito mais rico do que o leite de vaca. Será um ótimo benefício para nossas crianças. Estamos tirando (a Vaca Mecânica) aqui do porto porque o Ministério Público achava que era uma situação de insalubridade, ou seja, não era o local mais adequado para produção de leite”, relatou a primeira-dama

O projeto

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O projeto foi iniciado pelo ex-governador e agora senador Roberto Requião (PMDB) e administrado pelo então superintendente da Appa, Eduardo Requião. A vaca mecânica funcionou de forma ininterrupta entre 2007 até 2010. Quem gerenciava totalmente o projeto era a Appa, no entanto na mudança de gestão na autarquia em 2011, quando assumiu o superintendente Airton Maron, nomeado por Richa, a vaca mecânica passou por um período de adaptação, sendo novamente colocada em produção em março. O leite, que era feito pela máquina com sabores artificiais como morango e chocolate, era distribuído para crianças de Paranaguá e das Ilhas, ajudando na nutrição da população infantil da região. Segundo a assessoria da APPA na época, o projeto teria como meta atender diariamente cinco mil crianças (0-12 anos), que seriam contempladas com pacotes de 250 ml do leite de soja que seriam produzidos pela vaca mecânica dentro da própria sede da Appa.

A máquina era operada pelos próprios funcionários da autarquia, que foram treinados para a atividade, tudo isso incorporando práticas de higiene na manipulação de alimentos e as normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto era feito em parceria com o Banco do Brasil, além das empresas Paraná Operações Portuárias (Pasa) e Sal Diana.

 

 

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