Editorial: De casa de veraneio a Escola do Mar: um novo legado para o Litoral


Por Redação Publicado 16/03/2026 às 15h12

Ele é uma das joias do nosso Litoral. Com 52 hectares de Mata Atlântica, o Parque Estadual Ilha das Cobras serve como santuário para tartarugas marinhas jovens e abriga um imóvel com rico histórico. O espaço já abrigou um hospital de quarentena, um reformatório e uma casa de veraneio de uso exclusivo do governador do Estado. Mas o local estava abandonado e precisava de uma ampla reforma.

Foi a partir da renovação do termo de cessão com a União, em 2019, que o governador Carlos Massa Ratinho Junior, no início de seu primeiro mandato, decidiu converter a Ilha das Cobras em um polo de educação ambiental e desenvolvimento sustentável. Mas da intenção à concretização do projeto levaram-se anos — é justo lembrar que, nesse meio tempo, a pandemia de COVID-19 paralisou o mundo e, entre 2020 e 2022, tudo funcionou de outra forma, como bem sabemos.

Mesmo com uma lista extensa de investimentos já concretizados, outra de projetos iniciados e uma terceira de anúncios que só o tempo dirá se se tornarão realidade — torcemos para que sim —, é sempre uma enorme alegria sermos testemunhas de esforços públicos em prol da população.

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Neste caso, estamos falando de um espaço que antes simbolizava certa “ostentação”, com resquícios da monarquia e seus castelos de veraneio de uso exclusivo da família real, agora transformado em um lugar que dará oportunidades àqueles que menos dispõem de recursos financeiros, mas que carregam no sangue e na alma a cultura do nosso povo. A “Casa do Governador” foi transformada na “Escola do Mar”, com capacidade para formar profissionalmente 200 jovens por ano. Jovens que não precisarão deixar o Litoral em busca de oportunidades, mas poderão atuar aqui mesmo, como mão de obra capacitada.

Mais bonito ainda foi ver a união de esforços. Não se tratou apenas de uma “canetada” do governador, mas da vontade de diversas pastas em fazer dar certo.


E que, no futuro, possamos nos alegrar da mesma forma ao voltar aqui para dizer que pode até ter demorado, mas Guaraqueçaba saiu do isolamento, com a estrada pavimentada; que as concessionárias realizaram todas as grandes obras previstas em seus contratos e mudaram a mobilidade da região; que uma solução definitiva foi implementada para conter o avanço do mar nas praias; que nossos imóveis históricos receberam os incentivos necessários para seguirem como testemunhas do tempo; e que o principal hospital da região é tratado como a população merece.

São muitas as nossas necessidades, mas é de degrau em degrau que chegaremos à resolução de cada uma delas. E, só para reforçar: muito disso depende de quais mãos seguram as canetas — e de que outubro está logo ali.

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