Editorial: Procura-se assessor de comunicação com competência para Matinhos
Editorial da edição do jornal impresso (nº 854).
Um assessor de imprensa tem a responsabilidade fundamental de atuar como um elo de comunicação entre a prefeitura e os meios de comunicação, zelando por uma relação transparente, respeitosa e profissional. Quando esse papel é negligenciado, a imagem da instituição que representa pode ser prejudicada, e o trabalho da imprensa é desvalorizado. Infelizmente, em Matinhos estamos presenciando um assessor que, ao invés de exercer essa função com ética e cordialidade, trata os jornalistas de maneira desrespeitosa e até agressiva.
Esse tipo de comportamento do senhor José Carlos de Lima Junior é não apenas contraproducente, mas também prejudicial para todas as partes envolvidas. Primeiro que o Zeh Lima, como gosta de ser chamado, sequer é secretário de Comunicação. Isso porque a cidade vem ignorando a importância de montar essa pasta há 15 dias.
Zeh Lima diz responder como assessor pessoal do prefeito Eduardo Dalmora (PL), mas o fato é que Dalmora não é só mais um cidadão. Ele é a maior autoridade da cidade e, por isso, não pode fazer da Prefeitura um puxadinho da sua casa. Zeh Lima tem dificultado a vida de jornalistas de Curitiba e aqui do nosso Litoral, mesmo quando a pauta é positiva para a gestão. Isso é falta de profissionalismo ou apenas arrogância de alguém que sequer assumiu uma função pública?
Ao adotar essa postura rude com os jornalistas – como quando ocorre um pedido simples de informação sobre o saneamento da cidade –, o dito assessor, no alto de sua postura inflexível (para dizer o mínimo) passa a minar a confiança e a colaboração necessária para a construção de uma boa relação com a imprensa. O trabalho dos jornalistas, que buscam informações para atualizar o público, segue sendo dificultado por atitudes hostis, o que compromete o acesso a dados importantes e a qualidade das matérias produzidas. Ou seja, você, leitor, não consegue ser informado nem do que é bom, nem do que é ruim, porque há a negativa na cooperação.
O pouco tempo no comando da cidade não é desculpa. Paranaguá tem um time de comunicação; Antonina foi no mesmo caminho; Guaratuba está atendendo a imprensa e informando com maestria. Ou seja, Matinhos não tem desculpa, ao contrário, tem má vontade.
Além disso, essa postura reflete negativamente na imagem da própria administração municipal. Um suposto assessor de comunicação que adota esse tipo de comportamento gera não apenas incômodo, mas também um ambiente onde a informação não flui de forma eficiente e aberta. Ao invés de facilitar o diálogo e a transparência, essa falta de profissionalismo cria um muro de silêncio e animosidade.
Por fim, é essencial lembrar que a imprensa tem o direito de questionar e investigar. O assessor, que deve ser uma ponte entre as duas partes, tem o dever de facilitar esse processo, promovendo uma comunicação respeitosa e produtiva. Tratar mal a imprensa não é apenas um erro estratégico, mas também um desserviço para a organização, para os jornalistas e para o público, que acaba privado de notícias importantes e de qualidade.
