Ex-policial civil envolvido em confusões no Litoral é encontrado morto em penitenciária


Por Redação Publicado 12/05/2025 às 09h34 Atualizado 13/05/2025 às 18h46

O ex-policial civil Rogério Ferreira Franco, de 50 anos, foi encontrado morto na madrugada do último domingo (11), em uma penitenciária na cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Rogério estava preso desde o início de maio, após ser extraditado da Argentina e detido pela Polícia Federal (PF).

Polícial Extraditado da Argentina
Rogério foi extraditado da Argentina e detido pela Polícia Federal (PF).

Segundo a PF, Rogério foi expulso da Polícia Civil do Paraná (PCPR) devido a uma condenação por roubo. Ele cumpria pena em regime semiaberto, mas foi preso na Argentina em 2024, portando uma arma de fogo e munições em sua mochila.

Diante dos novos crimes, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) decretou sua prisão preventiva.

Histórico de confusões no Litoral

Com uma ficha criminal extensa, Rogério se envolveu em diversas ocorrências ao longo de sua trajetória como investigador no Litoral do Paraná. Em novembro de 2021, ele protagonizou uma confusão em uma casa noturna no bairro Ponta do Caju, em Paranaguá. Ao ser retirado do local, o ex-policial foi até seu carro, pegou um revólver e atirou contra um segurança. O disparo passou de raspão, e ele foi preso em flagrante.

Sete meses depois, o ex-investigador se envolveu em outra briga, desta vez durante uma festa em uma residência em Curitiba. Segundo a ocorrência, visivelmente embriagado e armado, ele precisou ser contido por policiais militares e conduzido à Central de Flagrantes da capital. Na ocasião, assinou um termo circunstanciado por perturbação do sossego.

Antes de deixar o Litoral, Rogério causou um acidente gravíssimo na PR-407, rodovia que liga Pontal do Paraná a Paranaguá, em 2 de março de 2024. Durante uma ultrapassagem proibida, seu veículo colidiu frontalmente com um GM Prisma, onde estavam Irineu Gouveia Filho, de 67 anos, e Admilde Ribeiro Gouveia, de 69 anos. Ambos morreram no local. Além disso, no carro de Rogério foram encontrados entorpecentes. A Polícia Civil concluiu o inquérito como homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado pela influência de álcool e substância psicoativa.

Esses eventos culminaram na assinatura do decreto de demissão da Polícia Civil em 2023. A Polícia Civil de Uruguaiana é responsável pela investigação da morte de Rogério.

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