Gaeco cumpre mandados contra guardas municipais suspeitos de atearem fogo em homem, em Paranaguá


Por Redação Publicado 25/02/2026 às 12h11

O Ministério Público do Paraná cumpriu, na manhã desta quarta-feira (25), mandados de busca e apreensão em endereços ligados a dois guardas municipais investigados por suspeita de atearem fogo em um homem na Ilha dos Valadares, em Paranaguá. A ação foi realizada por meio do núcleo local do Ministério Público do Paraná, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, no âmbito da Operação Prometeus.

GAECO – GUARDA MUNICIPAL PARANAGUA
Fotos: Gaeco

De acordo com o MP, as ordens judiciais foram cumpridas nas residências e no local de trabalho dos investigados. Durante as diligências, foram apreendidos objetos que podem contribuir para o avanço das investigações, entre eles aparelhos celulares.

Segundo as apurações, o caso ocorreu na noite de 4 de setembro do ano passado. A vítima, morador da Ilha dos Valadares, teria sido torturada, ferida e incendiada após ser apontada como possível autora do furto de uma bicicleta — fato que, conforme a investigação, não foi comprovado.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o homem conseguiu escapar ao rolar por um barranco e entrar em um rio, o que ajudou a conter as chamas, já que os suspeitos teriam utilizado álcool para atear fogo em suas roupas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e encaminhado ao Hospital Regional de Paranaguá, onde foram constatados ferimentos e queimaduras.

Nota da Secretaria de Segurança

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Segurança de Paranaguá (Semseg) informou que tomou conhecimento da operação realizada pelo Ministério Público, por meio do Gaeco, relacionada à investigação de fatos ocorridos na Ilha dos Valadares, em setembro de 2025.

A pasta destacou que respeita as instituições e reconhece a legitimidade das ações conduzidas pelos órgãos de persecução penal e de controle. A Secretaria também afirmou que está à disposição para colaborar com as investigações, fornecendo informações, documentos e suporte técnico necessários ao esclarecimento dos fatos.

O órgão ressaltou ainda que a atuação da Guarda Civil Municipal é orientada pelos princípios da legalidade, da proteção dos direitos fundamentais, da dignidade da pessoa humana e do uso proporcional da força, e que não são admitidos desvios de conduta incompatíveis com os valores da administração pública e da segurança pública cidadã.

Por fim, informou que providências administrativas preliminares já estão sendo adotadas e que, caso sejam constatadas eventuais irregularidades funcionais, as medidas legais cabíveis serão aplicadas, com garantia do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

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