Gestante encontrada morta em Paranaguá passou por atendimento no Hospital Regional, confirma Sesa
A morte de Disleine Neves Costa, de 36 anos, agora é alvo de investigação da Vigilância Epidemiológica Estadual. Em resposta ao JB Litoral, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou que a mulher esteve no Hospital Regional do Litoral horas antes de ser encontrada morta em casa, na manhã de terça-feira (5), na Vila São Vicente, em Paranaguá.
Segundo a Sesa, “a paciente deu entrada no hospital no começo da noite, foi atendida de maneira regular e liberada”.

A pasta também confirmou a abertura de investigação sobre o caso. “Diante da notícia do óbito, e como regra, todos os óbitos maternos são investigados pela Vigilância Epidemiológica Estadual. O caso já se encontra em fase de investigação para determinação da causa do óbito, com prazo de 180 dias”, informou a Sesa.
No entanto, o JB Litoral apurou que Disleine deu entrada no Pronto Atendimento do Hospital Regional do Litoral às 19h13 de segunda-feira (4), onde foi atendida por um médico ginecologista e obstetra. Segundo informações obtidas pela reportagem, a paciente apresentava pressão alta ao chegar à unidade. A alta médica foi registrada às 21h30 do mesmo dia.
O JB Litoral questionou a Sesa sobre o atendimento prestado. Em nota, a Secretaria informou que, “em respeito à legislação federal e ao sigilo médico-paciente, informações específicas sobre prontuário, atendimento e conduta assistencial não podem ser divulgadas”.
Sobre o caso
Disleine Neves Costa foi encontrada sem vida na manhã de terça-feira (5), dentro da residência onde morava, na Vila São Vicente. A mulher estaria grávida de aproximadamente cinco meses.
De acordo com a Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado pelo filho da vítima, um adolescente de 14 anos, após ele perceber que a mãe não apresentava sinais de normalidade. Quando a equipe chegou ao imóvel, o óbito foi constatado. Não havia sinais aparentes de violência.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá. O caso segue sob investigação da Polícia Civil e aguarda os laudos periciais que devem esclarecer as causas da morte.
