Guarda suspeito de abusar da filha não foi preso e permanece na GCM de Paranaguá


Por Redação Publicado 17/04/2026 às 11h42

Um Guarda Civil Municipal de Paranaguá, de 50 anos, investigado por suspeita de abusar da própria filha, de 17 anos, não foi preso e segue vinculado à corporação, conforme apurado pelo JB Litoral.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) e foi registrado no dia 8 de abril pela mãe da jovem. Segundo o Boletim de Ocorrência, os abusos teriam ocorrido em diversas ocasiões desde 2025, quando a vítima ainda iniciava a adolescência.

Em depoimento, a mãe descreveu o marido como uma figura opressora e manifestou temor pela segurança da família, já que o suspeito possui acesso a arma de fogo devido à sua profissão. Medidas protetivas de urgência foram solicitadas para ambas.

Como o relato envolve toques inapropriados, não houve necessidade de perícia inicial, mas a adolescente foi orientada a buscar suporte psicológico no Centro de Atendimento Integrado Especializado para Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência (Caicavv) do município.

Em nota ao JB Litoral, a PCPR informou que o caso está sendo investigado e corre sob sigilo por envolver menor de idade.

Não houve prisão

O JB Litoral entrou em contato com o delegado da PCPR responsável pelo caso, Emannuel Brandão, que informou que “o caso segue em segredo de Justiça e não pode ser comentado. No entanto, a informação de prisão não procede, não havendo qualquer prisão relacionada à investigação”.

O que diz a administração municipal

O JB também procurou a Prefeitura de Paranaguá, que disse, por meio de nota, que a “Secretaria Municipal de Segurança, em conjunto com a Guarda Civil Municipal, informa que tomou conhecimento das informações recentemente divulgadas envolvendo suposta conduta de integrante da corporação no âmbito de sua vida privada”.

A administração municipal ressaltou ainda que não compactua com quaisquer práticas que violem a legislação vigente, os princípios da administração pública ou os deveres inerentes à função pública.

“A situação está sendo cuidadosamente analisada e, no que couber à esfera administrativa, serão adotadas as medidas pertinentes, com a devida apuração por meio dos órgãos competentes de controle e correição. A Secretaria Municipal de Segurança e a Guarda Civil Municipal reiteram seu compromisso com a legalidade, a ética, a transparência e a proteção da sociedade, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com quaisquer investigações”, diz o comunicado.

Por fim, reforçou que “eventuais responsabilidades serão apuradas com rigor, observando-se os trâmites legais aplicáveis”.

Sobre o afastamento do GCM, o secretário de Segurança, Francisco Leudomar Nóbrega dos Santos, informou ao JB Litoral que o servidor exercia função gratificada como Encarregado Especial do Centro de Suporte Logístico, a qual já não ocupa mais.

Em relação à permanência na Guarda Civil Municipal, o secretário afirmou que a pasta irá aguardar o posicionamento do Ministério Público, destacando que todas as medidas legais cabíveis serão adotadas pela secretaria.

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