Polícia investiga morte de mulher em Paranaguá; companheiro é o principal suspeito
Na tarde desta quinta-feira (19), Jane Alves Cordeiro, de 49 anos, foi encontrada morta em sua casa, localizada na Avenida Belmiro Sebastião Marques, no Jardim Ouro, em Paranaguá. As diligências iniciais apontam seu companheiro, Marcos da Silva, de 39 anos, como o principal suspeito do crime.

De acordo com o relatório da ocorrência, por volta das 13h, policiais militares receberam um chamado para dar apoio a uma equipe do Siate em uma situação de lesão corporal e violência doméstica. A vítima teria sido esfaqueada. Durante o trajeto até o local, os policiais foram informados de que a vitima era Jane e que ela estaria em óbito, o que foi confirmado pela equipe do Corpo de Bombeiros.
Os policiais descobriram que a filha de Jane não conseguiu contatá-la desde a noite anterior. Ela tentou se comunicar com a mãe, mas não obteve resposta. No aplicativo WhatsApp, a última visualização da mãe ocorreu por volta das 23h30. Além disso, a filha, que possui uma panificadora, notou a ausência da mãe no trabalho. Uma terceira pessoa que passou pela padaria comentou que havia ido até a casa de Jane, mas não obteve resposta.
Diante disso, filha decidiu ir até a casa da mãe. Ela forçou a entrada pelo portão e, ao chegar à sala, encontrou Jane sobre o sofá, inerte, com o rosto ensanguentado e um ferimento entre o nariz e a testa. Imediatamente, ela saiu e acionou os bombeiros. A equipe avaliou que, pela rigidez do corpo, Jane havia sido morta há algumas horas.
Logo depois, os policiais ficaram sabendo que Jane não vivia bem com seu companheiro. Ela tinha até registrado um boletim de ocorrência por violência doméstica contra ele, que não foi encontrado. Durante a análise da Polícia Científica no local, constatou-se que não havia perfurações visíveis na vítima. Havia muito sangue no sofá e no chão da sala, mas apenas um ferimento aparente na testa, que poderia ter sido provocado por uma pancada com algum objeto. O rosto da vítima estava bastante inchado.
Além da equipe da Polícia Militar, uma equipe do Instituto de Criminalística e da Polícia Civil também estiveram presentes. Após a perícia liberar o local, a residência foi deixada sob os cuidados da filha, que recebeu orientações sobre os procedimentos a serem seguidos.
Por fim, a Polícia Civil registrou o caso como feminicídio.
