Prefeitura investiga venda clandestina de terreno no Cemitério Municipal

NOSSA SENHORA DO CARMO

por Redação JB Litoral
29/04/2017 20:52 (Última atualização: 29/04/2017)

Venda de túmulos está sendo investigada. Foto: Semma/PMP

Na semana passada o JB  recebeu três áudios, realizados por meio de um celular, que confirmaram a existência do comércio ilegal de terrenos no Cemitério Municipal Nossa Senhora do Carmo em Paranaguá.

Neles, uma pessoa se mostra entusiasmada na compra de um terreno e um terceirizado que atua na construção de jazigos, a princípio mostra receio de falar sobre o esquema de venda. Ele diz estar com medo de fazer os documentos porque os caras “estão enchendo o saco”. Porém, diante da demonstração de interesse da pessoa, ele admite ser possível, mas impõe uma condição, de ela só construir depois de quatro ou cinco meses.
 

“A maioria compra é já quer construir”, adverte o intermediário. Entretanto, a interessada brinca e diz acreditar que “não irá morrer ninguém no momento”, fazendo referência a sua família.

Confiante o intermediário leva a pessoa interessada para conhecer algumas “áreas” que podem ser vendidas, onde ela se mostra animada com um terreno grande o suficiente para fazer uma capela. Ele apresenta uma área onde é possível construir uma capela ou “uma monteira de jazigos” num total de oito.

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Satisfeita por conseguir provar a possibilidade da venda clandestina, a pessoa se despede e promete voltar para fechar negócio. Entretanto, situação semelhante a esta, denunciada ao JB, está sendo investigada pela Prefeitura de Paranaguá desde o mês passado.

Por meio do Diário Oficial do Município (DOE), a Secretaria Municipal de Recursos Humanos, baixou a Portaria nº 202/2017, instaurando Processo Administrativo para “apuração de denúncias de venda de túmulos no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, envolvendo os servidores Bento Batista Zacarin e Josias dos Santos Pereira”.

A Comissão de Processo Disciplinar está composta pelos servidores Naoef Ahmad El Laden, como Presidente; Cynthia Mary de Souza Thomaz, como Secretária; e José Marcelo Coelho, como membro. Eles terão um prazo de 60 dias para finalização do processo que poderá ser prorrogado por igual período.

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