No apagar da semana, sem alarde, vem a notícia “nova” sobre o Canal de Acesso
Já está virando rotina que nossos pedidos de informação — não respondidos ou apenas parcialmente atendidos — e nossas reportagens pautem a Portos do Paraná, e isso não é de hoje. Mas esta situação causou até estranheza: um assunto tão importante na agenda da administradora dos portos paranaenses ser divulgado quase às 22 horas de uma sexta-feira? Pois foi exatamente o que aconteceu.

A notícia publicada às 21h48 da última sexta-feira (5) informa que foi homologado pelo Ministério de Portos e Aeroportos o contrato com o Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) — formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV —, tornando “oficial” que ele passa a ser o concessionário do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina pelos próximos 25 anos.
Dias antes, a Portos do Paraná havia informado à reportagem que ainda não havia previsão para a assinatura do contrato e não esclareceu questões sobre prazos, mesmo diante de um contrato de muitos milhões de reais que continua sendo pago pela empresa pública para manter o calado na profundidade atual. A responsabilidade pela dragagem, no entanto, é da nova concessionária.
E agora, qual será a próxima pauta que vamos “inspirar”?
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E por falar em Portos…
A notícia mais recente sobre o Moegão — sempre anunciada como a maior obra portuária do Brasil — é de 29 de outubro. Na ocasião, o Governo informou que o projeto, que deve ampliar significativamente a movimentação de cargas no modal ferroviário, estava 75% executado e que o cronograma de conclusão até janeiro de 2026 seguia mantido. Até aí, tudo bem, agora resta aguardar para ver se haverá alguma alteração nas datas.
O problema é que, ao questionarmos se o cancelamento de uma licitação para o fornecimento de correias de cobertura teria algum impacto no andamento das obras do Moegão (já que elas seriam utilizadas no mesmo corredor de exportação a ser beneficiado pelo projeto), a empresa pública, mais uma vez, escolheu quais perguntas responderia, deixando as demais no vácuo. Mais uma vez, é provável que tenhamos de insistir via Lei de Acesso à Informação, já que o método considerado oficial para o relacionamento com a imprensa — pedidos formalizados por e-mail à gerência de Comunicação e Marketing — não vem surtindo efeito. É cansativo, demorado, mas ainda é a forma de sermos respeitados enquanto veículo de Comunicação Social. Então, seguimos em frente para entender o que há por trás de um processo licitatório tão cheio de nuances.
