Obras atrasadas, inacabadas e que, ainda assim, custaram muito mais do que a “encomenda”
A população em geral espera. As muitas vidas que estão começando — e que já poderiam ter chegado em um ambiente mais preparado — também esperam. As obras inacabadas da Maternidade Maria de Lourdes Elias Nunes e do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), ambos anexos ao Hospital Regional do Litoral (HRL), hospital de referência para os sete municípios da região, já deveriam ter sido concluídas e custado R$ 2,7 milhões a menos até agora, sem contar o que o poder público ainda terá de desembolsar para concluí-las. Fato é que a empresa vencedora das licitações para executar as obras — R$ 7 milhões da Maternidade e R$ 6,9 milhões do AME — precisou de mais R$ 2,7 milhões, no total, para entregar as duas estruturas prontas.
O que aconteceu? Recebeu, mas não finalizou as obras. Os contratos foram encerrados. Mas como assim? De forma amigável, sem qualquer punição. Isso mesmo, senhoras e senhores: a empresa segue com contratos ativos no Estado e sem nenhuma restrição para participar de novos processos licitatórios. Medidas precisam ser tomadas para que esse tipo de CNPJ passe a ser impedido de seguir lesando o bolso da população, pois é o dinheiro público que desce pelo ralo e vai parar nas contas de empresas sem que elas sejam obrigadas a cumprir os contratos que assinaram. Órgãos fiscalizadores precisam ficar mais atentos e não economizar medidas que punam as erradas e desencorajem outras a agirem da mesma forma. Só assim para não vermos mais o dinheiro público descendo pelo cano, junto com as esperanças do povo.
