Paraná mostra força e assume o volante da economia brasileira
JB No Radar
O JB No Radar vai se aprofundar nas principais discussões que movimentam os bastidores da política no Litoral, no Paraná e em todo o Brasil. Análises sobre o xadrez político, disputas regionais e os jogos de poder que moldam os rumos do país.
O Paraná deixou de ser coadjuvante no cenário econômico nacional. Os dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (24) mostram que, nos cinco primeiros meses de 2025, o estado registrou o maior crescimento econômico do Brasil: 6,9%. É mais que Minas Gerais (3%) e São Paulo (2,3%), historicamente os estados que puxam a corda do crescimento nacional, principalmente pelo tamanho e pela população. Em comparação com o nosso vizinho Rio Grande do Sul (0,6%), a atividade econômica do Paraná foi seis vezes maior no mesmo período.

Esse resultado trata-se de um feito que não pode ser subestimado. Já faz alguns anos que o Paraná ocupa um papel de protagonista no cenário nacional. E mais do que um bom resultado isolado, esse desempenho revela um ciclo virtuoso em andamento. A liderança paranaense na economia é reflexo de uma base produtiva sólida, de políticas públicas bem calibradas e de um ambiente de negócios que amadureceu.
O agronegócio, um dos pilares do PIB estadual, voltou a crescer com força após a quebra de safra de 2024. A soja e o milho puxaram o avanço no campo, mas não estão sozinhos: há investimentos crescentes em proteína animal, tecnologia agrícola e inovação no manejo. Paralelamente, a indústria respondeu bem, especialmente nos setores de alimentos e automóveis, e o setor de serviços, embora mais tímido, manteve o ritmo.
Por trás disso tudo, há uma gestão que sabe onde quer chegar. O governo estadual adotou uma estratégia que combina investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias e o Porto de Paranaguá, com equilíbrio fiscal e parcerias bem construídas com o setor privado. Não é mágica. É método.
O Paraná, que antes era visto como coadjuvante em relação a tantos outros estados, agora mostra que é plenamente capaz de liderar. E mais: mostra que é possível crescer de forma estruturada, sem improviso nem populismo. Enquanto outros estados enfrentam crises fiscais, instabilidades políticas ou consequências de desastres naturais, o Paraná mantém um ritmo firme e previsível, algo raro no Brasil de hoje.
O título de “locomotiva do país” historicamente pertenceu a São Paulo. Mas 2024 e 2025 trouxaram uma mudança simbólica e prática. Hoje, quem está puxando os vagões do crescimento nacional é o Paraná, com menos holofotes, mas com mais entrega.
Isso não significa que os desafios acabaram. É preciso manter o foco na qualificação da mão de obra, ampliar a industrialização, reduzir desigualdades regionais e proteger os avanços conquistados. Mas o caminho está claro, e os números do Banco Central são um sinal potente: o Brasil pode olhar para o Sul com mais atenção. Porque é daqui que está vindo o impulso para a retomada econômica do país.
O tal “Método Paraná” não fica só no discurso, o resultado está aí e, se espelhado em outros lugares, pode ser a fórmula do sucesso para todo o país.
