Correx entra na reta final da manutenção e conta com aval do setor produtivo

Porto de Paranaguá chega ao final das obras de manutenção do Correx para mais um salto de eficiência nos serviços portuários programados para este ano

por Redação JB Litoral
11/01/2021 01:08 (Última atualização: 11/01/2021)

Portos do Paraná realiza manutenção corretiva e preventiva do complexo desde dezembro – Crédito: Claudio Neves

Por Magaléa Mazziotti

A safra paranaense de soja, estimada em 20,4 milhões de toneladas e prevista para ser colhida a partir do dia 15 de fevereiro, por conta do atraso no plantio devido à estiagem, vai usufruir de mais um ganho de eficiência no escoamento da produção via Porto de Paranaguá.

A aposta é do setor produtivo que reconhece a evolução da melhoria dos serviços portuários e a consequente redução de tempo no embarque dos navios nos últimos anos. Tanto que a meta de movimentação de cargas prevista pelo PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento Portuário) para 2030, de 80 milhões de toneladas, já é dada como certa e avança na direção de ser superada. Isso porque em 2020, o Porto de Paranaguá chegou ao recorde de 56,4 milhões de toneladas (mais 938 mil toneladas registradas pelo Porto de Antonina).

“Se todas as ações forem confirmadas, a movimentação de cargas de importação e exportação podem chegar a 60 milhões de toneladas neste ano, para 2030, chegar a 80 milhões de toneladas entre importação e exportação”, informa Nelson Costa, o superintendente da Fecoopar (Federação das Cooperativas do Paraná que integra o Sistema Ocepar). A Fecoopar participa do G7, grupo que reúne sete federações do setor produtivo do Paraná – com o objetivo de alinhar forças em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Paraná. “Não tivemos problemas em 2020 e a tendência é melhorar a eficiência do Porto graças ao alinhamento dos interesses da Portos do Paraná, Governo do Estado e todo o setor produtivo que acompanha mensalmente via G7”, explica.

Além da Fecoopar, estão incluídas no G7 a Fecomércio-PR (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná), a Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), a Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), a Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná), a Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná) e ACP (Associação Comercial do Paraná).

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Berços 214 e 213 encerram cronograma de manutenção

De acordo com a Portos do Paraná, as obras de manutenção no Correx (Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá) já concluíram as manutenções preventivas de cinco subestações, manutenção mecânica e lubrificação das transportadoras e dos carregadores de navios dos berços 212 e, até o dia 15, devem terminar as do berço 214.

Na sequência, serão realizados os trabalhos no berço 213, onde estão programados a manutenção mecânica, lubrificação das transportadoras e carregadores de navios e substituição e reparo de 34 dutos de transferência. A ideia é que tudo fique pronto até fevereiro. Vale destacar que, apesar da redução na movimentação de cargas no Correx entre dezembro e fevereiro, a qual faz parte da rotina, a operação não parou, principalmente, com os embarques de farelo de soja e milho.

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Na avaliação de Andre Maragliano, gerente do Terminal Portuário da Cargill e diretor da ATEXP (Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá), o otimismo impera para quem está operando no Porto de Paranaguá.

“Em 2020, a Cargill exportou 4,8 milhões de toneladas de grãos, via Paranaguá. Para este ano, acreditamos que será possível seguir crescendo, e estimamos exportar mais de 5 milhões de toneladas, sendo que 50% será embarcada em terminal próprio e o restante em terminais de terceiros”, antecipa.

andré cargill
Andre Maragliano, gerente do Terminal Portuário da Cargill e diretor da ATEXP, destaca que investimentos e melhorias constantes são o principal trunfo para competitividade do Porto de Paranaguá

A Cargill considera positiva as constantes obras e melhorias no Porto de Paranaguá, em especial a recente manutenção do calado. “Acreditamos que tais medidas são necessárias para manter e aumentar a competitividade do porto, nos permitindo reduzir custos nas operações locais e, assim, recuperar e até atrair mais cargas”.  

Como também diretor da ATEXP, Maragliano informa que se “em 2020, o corredor de exportação de Paranaguá escoou pouco mais de 20 milhões de toneladas, em 2021, a estimativa é que esse corredor seja responsável por 21 milhões de toneladas”.

Para Nelson Costa, superintendente da Fecoopar, as ações de manutenção, bem como toda a continuidade nos investimentos, vêm atendendo adequadamente e em uma trajetória ascendente o setor industrial e agropecuário do Paraná. “Há uma evolução notória, pois existe um fluxo, o que reduz os desperdícios históricos, tanto que não se fala mais em diárias extras para caminhoneiros, que deixaram de acontecer”, reconhece.

Além disso, gradativamente, o tempo de embarque dos navios vai diminuindo e reduzindo a demurrage (custo de estadia não contratada). “Todo o conjunto de ações orquestradas da negociação do pedágio ao projeto do Moegão (de construção de uma moega para a descarga exclusiva da carga dos trens), passando pela manutenção do Correx se somam a esse ganho de eficiência que planejamos. A repotencialização dos equipamentos do Porto, por exemplo, aumenta a velocidade do carregamento de um navio, daí a importância desse trabalho em conjunto com outras articulações que visam o melhor desempenho e ganhos para toda a economia paranaense”.

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