Opinião: Mudança de anfitriões para assinatura de contrato protagonizou papelão da semana
Nesta terça-feira (17), o Porto de Paranaguá completa 91 anos. Um dos portos mais importantes do país, caminha para o seu centenário com obras que prometem ampliar ainda mais a sua relevância, a exemplo do Moegão.

E, assim como no novo modelo de concessão de rodovias, que mescla trechos estaduais e federais, o Paraná também foi pioneiro na concessão do Canal da Galheta, o primeiro de um porto público a ser concedido à iniciativa privada no Brasil. Algo anunciado com pompa, que vem sendo estudado e tentado há anos.
Mas eis que, quando finalmente aconteceu, a assinatura do contrato ocorreu longe dos olhos dos paranaenses, sendo transferida às pressas para Brasília.
Ficou feio, para não dizer outra coisa.
Sabe quando mandamos uma mensagem e nos arrependemos ou a enviamos para a pessoa errada no WhatsApp e usamos a opção “apagar para todos”? Pois foi assim.
O Governo do Estado enviou aviso de pauta convidando para a assinatura do contrato, em Paranaguá, a ser realizada na quarta-feira (11), mas “desconvidou” na véspera, informando que o evento havia sido cancelado.
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Eis que, horas depois, chegou o aviso do Governo Federal informando que a assinatura seria feita em Brasília, já na quinta-feira (12).
E assim foi feito, sem a presença do governador e do diretor-presidente da Portos do Paraná. Será que eles não tinham como cancelar os compromissos e ir até o Palácio do Planalto? Ou a ausência teve outros motivos?
