VÍDEO: Mais um ato de vandalismo suspende atividades no CMEI do Jardim Iguaçu
As aulas no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Denise Farias Alboitt, localizado no Jardim Iguaçu, em Paranaguá, foram suspensas nesta segunda-feira (12) após mais um ato de vandalismo contra a unidade. O prédio foi invadido na noite de domingo (11) e, segundo a Secretaria Municipal de Segurança, os invasores destruíram alimentos e diversos equipamentos, impossibilitando o funcionamento da creche. (Vídeo no final da matéria).

De acordo com o secretário de Segurança de Paranaguá, Francisco Leudomar Nóbrega dos Santos, os casos de vandalismo vêm ocorrendo desde o início do ano. Ele afirmou que medidas já vinham sendo adotadas, como reforço no patrulhamento da Guarda Municipal e a presença de vigilantes durante o dia e a noite. No entanto, os criminosos continuam agindo nos momentos de vulnerabilidade, como o intervalo do jantar do guarda.

“Infelizmente, esses vândalos agem apenas para destruir. Já colocamos guarda durante o dia, reforçamos as rondas, e mesmo assim invadiram novamente. O mais revoltante é que eles não roubam nada, só quebram. Estamos agindo junto com o Conselho Tutelar para identificar esses jovens e responsabilizá-los”, explicou o secretário.
Segundo ele, os suspeitos são menores de idade, possivelmente moradores da própria região. “Pedimos que os familiares observem seus filhos. Quem faz isso não está prejudicando uma gestão, está prejudicando crianças e profissionais. A destruição do patrimônio público é um crime, e nós estamos trabalhando para responsabilizar os autores”, completou Nóbrega.
Além disso, o secretário destacou que está em andamento a licitação da Muralha Digital, que prevê a instalação de câmeras de segurança em todas as unidades da rede municipal.
A Guarda Municipal pede que qualquer informação sobre os responsáveis pelos atos seja repassada pelo telefone (41) 3721-1846, que atende 24 horas por dia.
Suspensão das aulas
A suspensão das atividades afetou dezenas de famílias que dependem da unidade para deixar seus filhos enquanto trabalham. “É muito triste o que está acontecendo. A gente acorda cedo, se organiza, chega aqui e está tudo fechado porque invadiram e destruíram tudo. Nossos filhos não têm culpa. Isso só prejudica a gente, que precisa deixar a criança em um lugar seguro”, disse Gabriela Canhola, mãe de uma aluna da unidade.

“Hoje foi mais um caso, mas e amanhã? Se nada for feito, essas crianças que hoje invadem uma creche podem crescer e invadir casas, cometer crimes ainda mais graves. A hora de agir é agora. A comunidade exige providências”, destacou.
A Secretaria Municipal de Educação informou que, desde os primeiros episódios de vandalismo, reforçou a segurança no prédio e que irá se pronunciar oficialmente sobre o caso na tarde desta segunda-feira (12).
