Lanchas da Saúde e Meio Ambiente foram usadas com suspeita de irregularidade

por Redação JB Litoral
03/08/2017 14:26 (Última atualização: 03/08/2017)

PESCA EM GUARAQUEÇABACA

 

Lanchas da Saúde e Meio Ambiente foram usadas com suspeita de irregularidade 1

Barco público no evento. Foto/Reprodução Facebook

O que poderia ser um evento coroado de sucesso, diante da repercussão e atração de turistas para a cidade de Guaraqueçaba, pode resultar em problema para o Prefeito Hayssan Colombes Zahoy (PMDB), o Ariad Junior, após a publicação de fotos nas redes sociais, mostrando lanchas das Secretarias Municipais da Saúde e Meio Ambiente, sendo usadas no 1º Torneio de Pesca Esportiva do Rio Tagaçaba e região.

Até mesmo a “ambulancha”, que presta atendimento médico e transporta doentes para hospitais de Paranaguá esteve atendendo aos desportistas que participaram do evento.

A situação chegou ao conhecimento do Vereador Alcendino Ferreira Barbosa (PSDB), o Thuca da Saúde, que protocolou o ofício 109/2017 na Câmara Municipal, cobrando esclarecimentos em caráter de urgência, de alguns fatos ocorridos no evento. Entre eles, o uso da embarcação ʺchataʺ da Secretaria de Meio Ambiente, “servindo como bar flutuante”, ao observar diversas latas de bebidas alcoólicas, como cerveja, no interior da embarcação. Ele destacou, ainda, o fato “de um cidadão de dentro da ʺchataʺ fornecendo a um participante do evento bebidas”. O vereador destacou, também, o fato de a embarcação ʺAmbulanchaʺ da Secretaria Municipal de Saúde, ser pilotada por pessoas que não são servidores municipais e cuidadores da embarcação.

“Peço que sejam apurados os fatos já relatados, o mais breve possível, e os responsáveis sejam penalizados, pois quando vemos uma atitude que não condiz com a atitude correta temos que cobrar para ver qual o procedimento que será tomado. Este fato contradiz muito com o trabalho do Executivo, e o Legislativo está aqui para fiscalizar”, disparou Thuca da Saúde, que tomou de um acidente com arma branca em Tagaçaba, onde o ferido teve que ser levado pela estrada porque a Ambulancha estava no evento. O trajeto de meia hora por mar foi realizado em uma hora e meia por terra.

 

O que diz o Turismo e a Saúde

 

Procurados pela reportagem, o Secretário Municipal de Turismo, Sergio José Maria de Freitas, e a Secretária de Meio Ambiente, Nilza Ferreira Reded, os quais se manifestaram sobre o assunto.

Questionado a respeito da contrapartida de cada patrocinador no evento, o secretário disse que o Camboa ofereceu pernoites, a Cooperagro e Cia do Pescador deram a filmagem e fotos, a Araribá forneceu refeições aos voluntários e a MGM desembolsou R$ 400. Por sua vez, a Pousada Ivori forneceu apoio Marítimo, algo que chamou a atenção, levando-se em conta que alguns barcos foram do município e pilotados por pessoas que não são servidores, entre eles Marcos, filho do ex-vice-prefeito Ivori.

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Barcos com bebidas alcoólicas no interior. Foto/Reprodução Facebook

Quanto ao custo do evento para os cofres públicos, segundo Sergio Freitas, o Torneio saiu por R$ 29.850,00. Por sua vez, para a secretária de Saúde, a reportagem questionou quem autorizou o uso de transporte da saúde em um evento de turismo e, se em trajetos com a ambulancha, é permitido o transporte e consumo de bebidas alcoólicas em seu interior.

De acordo com Nilza, a Secretaria de Saúde tem responsabilidade em todos os eventos realizados no Município e fornece apoio, tanto nos atendimentos de urgência e emergência quanto na vigilância e prevenção de acidentes, deslocando os profissionais para prestarem atendimentos no local de realização dos eventos. Disse ainda que toda e qualquer liberação para deslocamento de veículos marítimos e terrestres, pertencentes à Secretaria de Saúde, são de responsabilidade do Serviço do Departamento de Logística da Saúde com o aval da Secretaria.

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Quanto ao consumo de bebida, a secretária argumentou que não é permitido e assegurou que a “Secretaria de Saúde não compactua com atos irregulares praticados por servidor público, cabendo-lhes a imposição das penas estabelecidas por lei”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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