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Nota Oficial da Paranaguá Previdência sobre depoimento de ex-contadora de Alberto Youssef à CPI da Petrobras

Por Redação JB Litoral
09/10/2014 18:00 |
Atualizado em 18:00

O Instituto Paranaguá Previdência vem a público prestar esclarecimentos sobre declarações da ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, à Comissão Especial de Inquérito (CPI) da Petrobrás, no Congresso Nacional, em Brasília, na última quarta-feira (dia 8).

Em seu depoimento ela confirmou que foram investidos R$ 2 milhões de recursos dos servidores públicos municipais no fundo previdenciário “Viaja Brasil”, suspeito de compor o esquema que resultou na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e na prisão de Youssef.

A atual gestão nada tem a ver com o repasse de R$ 2 milhões, feito em dezembro de 2012, último mês da administração anterior, de responsabilidade do ex-prefeito José Baka Filho. A entidade era presidida, naquela oportunidade, pela servidora Célis Regina Schneider, que está aposentada.

O total previsto de repasse era de R$ 16 milhões, mas graças ao Ministério Público e ao Sindicato dos Servidores Municipais (Sismup) a operação não foi concluída. Quando houve a intervenção os R$ 2 milhões já haviam sido repassados.

Por determinação do atual prefeito, Edison Kersten, a equipe do Paranaguá Previdência está envidando todos os esforços para não causar prejuízo ainda maior aos servidores municipais. A ordem é para que os responsáveis respondam judicialmente pelo ocorrido.

Como restaram pendências judiciais por conta da transação financeira desastrosa, representantes do Instituto Paranaguá Previdência estão participando de audiências no Rio de Janeiro para defender os interesses dos servidores em 12 diferentes ações que podem dilapidar o patrimônio da entidade.

Até agora, quatro audiências já foram realizadas. Em duas delas o Instituto Paranaguá Previdência foi excluído do processo. Na terceira o juiz pediu mais prazo para analisar o tema. Já na última audiência, realizada no final da manhã desta quinta-feira (dia 9), no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, houve a exclusão parcial da entidade no processo.

Todos os esforços estão sendo tomados no sentido de esclarecer os questionamentos feitos pelas autoridades constituídas. E assim será até a conclusão desse processo, porque a atual gestão prima pela transparência e o zelo com o erário público e dos seus servidores.

O que se pretende é proteger o patrimônio dos servidores municipais e não permitir mais que nenhum ato irresponsável coloque em risco a aposentadoria de quem contribui para o crescimento de Paranaguá.