O Boticário: preservação ambiental gerou R$ 4,4 milhões na economia de Morretes

Lucro gerado ocorreu somente em 2016 no Parque Marumbi, que movimenta ecoturismo de todo o Brasil.

por Redação JB Litoral
21/02/2017 13:23 (Última atualização: 21/02/2017)

Parque do Marumbi é opção que mescla preservação ambiental e geração de renda pelo turismo. Foto/AEN

Na última semana, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba, em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apontou que o investimento privado está alimentando o cenário do ecoturismo de Morretes. Segundo os relatórios apresentados, somente em 2016 a empresa “O Boticário” investiu R$ 4,4 milhões no cenário morretense, terceiro maior investimento feito pela empresa no Paraná.

A empresa é paranaense e busca investir no cenário ambiental e turístico do próprio estado de origem. Com foco na sustentabilidade, o grupo privado acaba ocupando lacunas que o Estado deixa no turismo do litoral paranaense. Segundo o estudo, mais do que benefícios puramente ambientais, parques e unidades de conservação podem gerar lucro para as comunidades.

Segundo a metodologia de estudo, foram analisados 10 itens que acabam gerando benefícios econômicos e preservação ambiental ao mesmo tempo. Com uma rica área natural, o litoral paranaense acaba sendo um dos principais atrativos no ecoturismo estadual.

O estudo é imediato e busca analisar mais o lucro financeiro do que o ambiental. Segundo a metodologia, cinco parques mantidos pelo O Boticário geraram um total de R$ 80 milhões em 2016.

 

Pico do Marumbi, R$ 44 milhões de renda
 

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De acordo com o estudo, o destaque foi o Parque Barigui, em Curitiba, que somou R$ 43 milhões. O Pico do Marumbi, de Morretes, gera R$ 4,4 milhões de renda, abrangendo também Piraquara e Quatro Barras, encontra-se na quarta posição, ficando atrás do Barigui e também da segunda posição, o Parque das Lauráceas (Tunas do Paraná e Adrianópolis), com R$ 18,7 milhões de lucro e da Vila Velha de Ponta Grossa com R$ 13 milhões de renda. O Parque do Cerrado, em Jaguariuva, fica na quinta colocação, com lucro de R$ 679 mil. “Embora amplo, o estudo não abarcou todos os benefícios possíveis, nem considerou o valor da biodiversidade em si, ou seja, certamente estes parques valem muito mais que isto, mas os números servem de referência”, ressalta a Diretora Executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes. Segundo ela, a preservação da biodiversidade de Morretes e de outros locais do Paraná é o principal lucro para a humanidade obtido por meio das reservas ambientais. 

 

*Com informações do Paraná Portal e Metro Jornal (Thiago Machado).

 

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