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Operadora OI sem internet – Falta de cabos de telefonia impede conserto de rede e gera prejuízos para comerciantes da cidade

Por Redação JB Litoral
03/09/2014 12:35 |
Atualizado em 12:35

No dia 23 do mês passado, um caminhão com a caçamba levantada, rompeu vários cabos de rede de telefonia nos fundos do Posto Cupim, em frente à Loja “Autopeças Carreteiro”, interrompendo o serviço de telefonia e internet na região. O fato causou transtornos e gerou prejuízos aos empresários do local, é o que afirma Agostinho Sloboda, proprietário da “Casa do Caminhão”.

Ele reclama que desde que os cabos foram rompidos a OI não solucionou o problema, por falta de cabos na empresa, em Paranaguá, que está fazendo apenas serviço preventivo no local.“Não temos meios de fazer cotação de preços, de emitir notas fiscais pela Receita Federal, visto que são serviços feitos por telefonia. Isso é uma vergonha que a empresa Oi está fazendo. Até onde isso vai parar?”, dispara Agostinho, afirmando que sua empresa está com suas atividades prejudicadas, assim como outros estabelecimentos na região. 

Na terça-feira (26), a reportagem do JB foi até o local verificar o problema, no exato momento que cabistas de uma empresa terceirizada, que presta serviços para a operadora, estava realizando manutenção preventiva, próximo ao local onde ocorreu o incidente. Os cabos da rede ainda continuavam no chão soltos e um dos funcionários confessou que a OI não tem previsão de quando irá solucionar o problema, visto que a operadora não dispõe de cabos para recuperar a rede destruída pelo caminhão.“Na verdade não sei direito nem o que está sendo feito, porque estamos tentando resolver problema dessas transportadoras da região, onde o cabo não arrebentou. Deu para trazer até este ponto, porém aos outros comerciantes ainda não”, confessou o cabista, afirmando que a Oi não fornece os cabos para a empresa terceirizada responsável pelo trabalho de campo no município.

Na oportunidade foi possível observar um grande número de cabos rompidos no chão e alguns pendurados ainda no que restou da rede. Contudo, segundo o funcionário, a recuperação de alguns cabos que não romperam, não será suficiente para disponibilizar o acesso a internet para todos os usuários da região, pois há a necessidade de cabos para recuperar toda rede.

O proprietário da Casa do Caminhão cobrou providências da Agência Nacional de Telefonia (ANATEL), que é responsável pela fiscalização à OI.“Essa empresa simplesmente quer cobrar o nosso dinheiro e se nós não pagarmos a fatura depois do dia 15, o serviço é simplesmente cortado”, questiona Sloboda. De acordo com Agostinho, ele levará o caso ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), pois, segundo ele, “um município com 150 mil habitantes está sendo prejudicado, e bairros na região do Parque São João,por exemplo, estão sofrendo com a telefonia. Os empresários têm que ficar no prejuízo e a OI não. Porque só a gente tem que ser prejudicado?”, questiona o empresário.

Sem manutenção

Em maio deste ano, o JB mostrou que a falta de manutenção da operadora OI na cidade vem levando riscos à população e gerando transtornos aos usuários de telefonia e internet. Entre as situações levantadas, o maior descaso ocorre justamente na Rua Justus Eris Almada, no bairro da Costeira, ao lado da sede do JB.

A necessidade da Copel de fazer a elevação dos postes da Rua João Eugênio, próximo da antiga sede do Consulado Paraguai, obrigou a operadora OI mexer no sistema de fiação do serviço de internet, paralelo a rede de distribuição de energia elétrica usada pela estatal. Após o trabalho feito pela Copel, em julho de 2013, a fiação de telefonia e internet foi retirada e cabe a OI fazer o reparo. Porém, passados mais de um ano, até hoje a Operadora OI não restabeleceu a fiação, deixando um equipamento perigosamente suspenso por fios, com a possibilidade de romper a qualquer momento e causar uma fatalidade. Por diversas vezes a operadora foi procurada para restaurar a fiação, uma vez que, em alguns lugares, passou a gerar problemas na transmissão do sinal de internet.

A reportagem doJB procurou a OI no sentido de resolver esta situação, mas nunca foi atendida pela Operadora e se viu, obrigada atrocar o sistema de acesso a internet pela transmissão via rádio.Contudo, esta situação de fiação em desordem e em estado de abandono não ocorre apenas na Costeira e pode ser visto em diversos pontos da cidade, principalmente na área central, como na Rua Julia da Costa e Rua Correia de Freitas. No bairro das Casas Populares, outra situação perigosa pode ser vista diante da Igreja de Nossa Senhora da Paz e na Avenida Roque Vernalha, próxima da academia de ginástica, no prédio onde funciona a 3ª Ciretran.

Empresa possui má avaliação

No site “Reclama Aqui”, maior portal destinado a reclamações contra serviços prestados por empresas no Brasil, a empresa “Oi”, está com o status de “Não Recomendado”, que é atrelado ao grande número de reclamações e poucos atendimentos feitos pela empresa. De acordo com o site, a Oi não responde 99,8% das reclamações feitas no portal. A avaliação começou a ser feita no dia 22/08/2011 e ocorre até hoje. 132.217 mil reclamações foram feitas contra a OI, segundo constava no site no dia 22 de agosto, um dia antes da ocorrência de queda dos cabos da Oi em Paranaguá.

Até a data 131.995 mil reclamações simplesmente não foram atendidas pela empresa.