Polícia Civil apreende drogas e dinheiro ao prender foragido da Operação Tellure


Por Redação JB Litoral Publicado 20/06/2018 às 14h52 Atualizado 15/02/2024 às 03h32

Na manhã de terça-feira, 19, policiais civis da 1.ª Subdivisão de Paranaguá capturaram um alvo da Operação Tellure que se encontrava foragido. A prisão de Vandir Simão Filho, de 24 anos, aconteceu em uma casa no bairro Porto dos Padres, onde os policiais encontraram crack, maconha e cocaína.

Por volta das 10h30, os policiais civis foram dar cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo expedido pelo Juízo Único de Pontal do Paraná contra Vandir. Na abordagem, os policiais encontraram 109 gramas de crack (divididas em três pedras grandes e 65 pedras pequenas), um pedaço de maconha pesando 14 gramas, uma porção de cocaína, totalizando 15 gramas, além de dinheiro miúdo.

Durante a ação, ainda foram apreendidos anotação sobre o tráfico de drogas e material que poderia ser usado na embalagem de entorpecente e, ainda, houve apreensão de oito relógios de pulso, que o suspeito não soube informar a procedência. Um irmão de Vandir, de 16 anos, também foi apreendido.

A esposa de Vandir já tinha sido presa na Operação Tellure e, agora, ele ainda irá responder pelos crimes de tráfico de drogas e receptação. Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam com o objetivo de capturar outros alvos, que estão foragidos.

OPERAÇÃO TELLULRE

Quarenta e seis pessoas de 13 diferentes quadrilhas de tráfico de drogas foram presas na Operação Tellure, que reuniu as polícias Civil e Militar do Paraná, no último dia 6, no Litoral do Estado. A operação “Tellure” tinha como objetivo desarticular todo o esquema de venda e distribuição de drogas nos municípios do litoral paranaense.

Durante a operação, que reuniu mais de 200 policiais, foram apreendidos cerca de 25 kg de droga, três armas de fogo, munição e material para a venda de entorpecentes.

Onze dos mandados de prisão foram cumpridos dentro das unidades prisionais do estado. Esses criminosos já estavam presos e são suspeitos de comandar o tráfico de dentro das prisões, usando para isso os próprios familiares.

A investigação, conduzida pela 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá, identificou que o tráfico de drogas no litoral paranaense tinha a participação de integrantes de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios.

“A origem desta operação se deu diante dos índices de criminalidade no Litoral. Em reunião com a Polícia Militar reunimos as investigações para combater de forma única e aí se originou a Tellure”, disse o delegado titular da subdivisão, Rogério Martins de Castro, citando que a ação dos traficantes foi mapeada após um trabalho conjunto de inteligência da Subdivisão e do 9º Batalhão da PM.

Durante oito meses, as 13 quadrilhas foram monitoradas pelos policiais civis e militares. De acordo com o delegado adjunto, Nilson Diniz, havia uma relação direta entre as diferentes quadrilhas. Mas o que chamou a atenção foi a participação de mulheres. “Logo no início dos trabalhos, percebemos que o marido de uma mulher havia sido preso pela PM em Pontal do Paraná. E, a partir daí, ela entrou e passou a coordenar o tráfico na região”, explicou Diniz. Ao todo, 15 mulheres foram presas durante a operação.

A suspeita é de que a comercialização de entorpecentes não era a única atividade das quadrilhas investigadas. O trabalho policial apurou indícios de que essas organizações criminosas tenham envolvimento em outros crimes, como contrabando de cigarros, de armas e até assassinatos nos municípios do litoral paranaense. “O reflexo desta operação será a diminuição de outros índices criminais como roubos, furtos a residência e até homicídios, já que 90% têm vínculo com o tráfico de drogas”, completou Diniz.

Participaram da ação policiais civis da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Tático Integrado Grupos de Repressão Especial (Tigre), unidades de elite da Polícia Civil, da Divisão de Narcóticos (Denarc) e também militares do 9.º Batalhão da Polícia Militar, do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e da RONE (Rondas Ostensivas de Natureza Especial) – ambas de elite da PM.

O nome “Tellure” é derivado do latim “tellur” que significa terra, numa referência à cidade de Paranaguá.