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Preço alto e demora são os maiores problemas no transporte metropolitano

Por Redação JB Litoral
18/07/2014 00:00 |
Atualizado em 00:00

No último mês, a insatisfação dos usuários com os serviços oferecidos pelas empresas de ônibus metropolitanos do litoral paranaense, fez com que se criasse uma petição pública na internet, pedindo integração total e uma tarifa justa, aos ônibus que circulam entre os municípios de Pontal do Paraná, Matinhos, Paranaguá e Guaratuba. Dezenas de assinaturas já foram coletadas, a tendência é de que o documento receba um apoio ainda maior com a divulgação feita nos últimos dias nas redes sociais.

A petição online, endereçada ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), é dirigida às prefeituras dos quatro municípios litorâneos, assim como ao Governo Federal. Mesmo sendo parte ativa na questão, por se tratar de transporte em rodovias estaduais, o Governo do Estado não é mencionado no abaixo-assinado.  Apesar de envolver entidades estatais, as reclamações são dirigidas principalmente ao setor privado, com relação às empresas de transporte metropolitano, Viação Graciosa, cujo poder de transitar por rodovias estaduais é autorizado pelo Governo do Estado, e também a empresa Oceânica Sul, no que tange principalmente os municípios de Pontal do Paraná e Matinhos.

A intenção do abaixo-assinado é expor as reclamações às autoridades e empresas, estabelecendo um diálogo a fim de “entrar em consenso” com as empresas em questão, visto “os abusos ocorridos na cobrança da tarifa de R$ 4,70 (Graciosa) e R$ 4,80 (Oceânica Sul, sendo R$ 2,40 de Pontal a Monções e mais 2,40 de Monções a Matinhos)”, informa a própria petição. Além do preço, outro fator criticado na petição online é a falta de pontos de ônibus cobertos no trecho onde as empresas atuam, assim como ausência de um terminal próprio para passageiros que precisam trocar de condução na ida de Pontal para Matinhos.

Problemas escancarados

“O que tem acontecido aqui em Pontal do Paraná é que as empresas Graciosa e Oceânica Sul, estão em uma disputa por território. Por um período a Graciosa deixou sua passagem R$ 2,00, e seus horários eram 15 minutos antes da outra empresa, ultrapassavam em velocidade para quem conseguiria mais passageiros. A Oceânica deixou de fornecer horários e passou a passar mais cedo ainda sem avisar a população que acabava ficando no ponto. Em juízo, a Graciosa perdeu e teve que voltar a sua passagem normal R$ 4,50, deixando apenas os de horário de pico, tirando do fim de semana, não tem o interpraias e agora, sem aviso nenhum, nos ônibus fez o aumento para R$ 4,70”, informam os autores da petição pública, expondo os problemas com relação à horário e preço pago em Pontal do Paraná.

“A Oceânica perdeu a integração, pois não tem licença para passar os municípios de Pontal e Matinhos. Desembarcamos no marco zero e pagamos outra passagem de R$ 2,50 para continuar a viagem. O local é a beira do asfalto sem cobertura, temos que caminhar minimamente para atravessar o marco zero para que o ônibus não seja multado, mas não tem cobertura nenhuma, o motorista não abre as portas para os idosos sentarem”, informa o abaixo-assinado, mostrando a estrutura precária e demonstrando o atrito entre as duas empresas, visto que a Oceânica Sul não pode transportar passageiros entre municípios, mas sim só no trecho interno de Pontal do Paraná. No meio dessa briga e questão legal, quem paga é o usuário.  Além disso, outro problema ressaltado é a demora na espera para que a passagem entre Pontal do Paraná e Matinhos seja feita, até 2 horas para a chegada do ônibus, isso quando não se tem que esperar cerca de 3 horas nos finais de semana, esse é um trecho de cerca de 20 km, algo que demora menos de meia hora para tempo de locomoção em transporte veicular.

Usuários denunciam problemas

“Quem não vive aquela realidade não faz muito juízo do que se passa por lá, mas pelas manifestações descritas penso que há a necessidade de um readequamento de horários e preços, para atender a demanda, e suas necessidades prementes e inadiáveis, bom senso das operadoras se fazem necessários”, afirma o usuário Silvio Rohden, na própria página do abaixo-assinado. A usuária Alessandra Lemes observa: “É sempre quem precisa mais que sofre mais, é um abuso das ditas empresas de ônibus”, finaliza. Quem quiser assinar o abaixo-assinado, pode acessar o site: www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR72936.