Clínica e médico recusam receber consulta no cartão

por Redação JB Litoral
24/04/2015 18:17 (Última atualização: 24/04/2015)

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  Surgido oficialmente em fevereiro de 1950 nos Estados Unidos da América (EUA) e em 1956 no Brasil, o cartão de crédito se tornou a ferramenta mais segura e eficiente para as pessoas, prestadores de serviços e produtos em todo mundo. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Créditos e Serviço (Abecs), hoje há cerca de 47,5 milhões de cartões de crédito no mercado nacional.
  O número dobrou em relação ao registrado em 1999, com um crescimento entre 14% e 26% ao ano desde então. Um levantamento da Credicard indica que o Brasil já é o oitavo emissor de cartão de crédito do mundo e o maior da América Latina.
Entretanto, todos esses indicadores não sensibilizaram o médico gastroenterologista, Dr. Lafaiete, que atende na Clinica São Paulo em Paranaguá, que se recusou a fazer o atendimento ao empresário Jurandir Rodrigues de Paula, ao saber que pagaria sua consulta médica com cartão de crédito e não dinheiro vivo no dia 08 deste mês. De acordo com o empresário, ele sentia fortes dores no estômago e, por isso, marcou uma consulta particular para as 10hs30 da manhã do último dia 08 com o Dr. Lafaiete. Ao tentar pagar pela consulta na recepção, a clínica não aceitou o pagamento no cartão de débito, alegando que o médico só receberia em dinheiro. Segundo a atendente, a alegação do médico de não aceitar cartão era para não ter que pagar os 3% da operadora.
  Indignado, o empresário falou com a gerente da clínica, uma vez que o médico se recusou a atendê-lo. No entanto, a mesma defendeu a atitude do Dr. Lafaiete, dizendo que não poderia fazer nada porque o médico é quem determina como pretende receber pela consulta.
  Entretanto, o empresário observou que havia duas máquinas de operar cartões de crédito na recepção e outra próxima da sala onde se encontrava o médico.
A revolta do empresário se deve ao fato de ser a primeira vez que isso ocorre na Clínica São Paulo, uma vez que ele já pagou por consultas com cartão de débito e crédito por diversas vezes.

Não foi o primeiro constrangimento na clínica

  O empresário conta que ao marcar a consulta com o médico, a atendente da clínica não perguntou a forma de pagamento e sequer informou da exigência do Dr. Lafaiete de receber somente em dinheiro. Para o empresário, esta situação gerou um desnecessário constrangimento ilegal, considerado crime pelo artigo 146 do Código Penal Brasileiro, que prevê de três meses a um ano de reclusão ou multa, razão pelo qual pretende mover uma ação na justiça pedindo reparação de danos morais.“Vou buscar reparação contra esta atitude por se tratar de uma situação difícil, afinal, quando estamos com problemas de saúde buscamos um médico para melhorar e não ficar ainda pior”, dispara Jurandir.
   O empresário ressalta ainda a atitude da atendente da clínica que sugeriu que ele se dirigisse ao banco, retirasse dinheiro e voltasse para fazer a consulta, num momento em que estava sentindo dores. Jurandir lembrou, porém, que esta não foi a primeira situação constrangedora vivida na Clínica São Paulo. Ele conta que há sete anos quando nasceu seu filho, ele possuía o plano de gestação Bom Parto que a clínica comercializava através de um carnê com nove prestações. Entretanto, quando assinou o plano sua ex-esposa estava de dois meses de gravidez e a clínica disse que só faria o parto se ele quitasse os dois meses que ainda estavam por vencer. A médica, porém, interviu e falou que, independente de pagamento ou não, ela faria o parto. Atualmente vivendo um novo casamento, sua esposa Rafaela está grávida e sendo atendido pela Clínica São Paulo. Nesta semana o JB entrará em contato com a clínica e o médico para saber sua versão sobre os fatos.

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