O que está por trás da inaceitável demora em inaugurar o Centro da Juventude?


Doa a quem doer

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Por Redação Publicado 22/06/2026 às 15h16

Quando o prefeito Adriano Ramos foi eleito, em 2024, o Governo do Paraná já havia retomado as obras para, finalmente, entregar o Centro da Juventude à população de Paranaguá. A expectativa era encerrar dez anos de espera e oferecer um espaço para atividades que podem representar um futuro diferente para centenas de adolescentes, todos os anos.

Centro da Juventude de Paranaguá está pronto e deverá ser mobiliado pela Prefeitura de Paranaguá. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral
Em 26 de janeiro, a Prefeitura de Paranaguá vistoriou o Centro da Juventude, espaço previsto para atender jovens com atividades esportivas, culturais e de qualificação. Foto: Prefeitura de Paranaguá

Quando assumiu a gestão, Adriano sabia que receberia o espaço e que sua estruturação seria de responsabilidade do Município. É importante destacar que o orçamento de 2025 foi aprovado em 2024, ainda na gestão anterior. No entanto, se a estratégia era buscar parcerias e doações para mobiliar o local, por que a Prefeitura não se organizou e iniciou esse processo no primeiro semestre do ano passado, antes da conclusão das obras?

Fato é que não o fez. Assim como também é fato que não tratou o assunto como prioritário. Prova disso é que, um ano depois de receber o equipamento, ele segue como um elefante branco, vazio e suscetível à depredação.

Promessas de inauguração e datas informadas ao Governo, que cobra a utilização do espaço pelos jovens… Nenhuma das previsões foi cumprida. Agora, surge mais uma: os móveis doados devem começar a chegar em cerca de 20 dias. Será que agora vai? E o plano de trabalho, que também é indispensável para a abertura do espaço e para a promoção de atividades de lazer, cultura e esportes, além de capacitação profissional, onde está?

Queríamos ser otimistas e, quem sabe, acreditar que até o fim deste ano veremos o Centro da Juventude em funcionamento. Mas, da forma nebulosa e morosa com que o assunto vem sendo tratado, seguimos realistas, com um toque de São Tomé: ver para crer.