Imposto de importação para soja é suspenso até o fim do ano; Paranaguá operou importação 1ª vez em dezembro


Por Redação Publicado 23/04/2021 às 18h26 Atualizado 16/02/2024 às 00h16

O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) suspendeu novamente a alíquota do importo de importação das importações de milho, soja, óleo de soja e farelo de soja. A decisão entrará em vigor uma semana após ser publicada a resolução, que tem prazo de termino no último dia do ano de 2021 (31/12).

No mês de outubro do ano passado, a Câmara de Comércio Exterior autorizou a suspensão do imposto de importação do milho até o último dia 31. A da soja, do óleo e da farinha ficaram definidas até o dia 15 de janeiro deste ano.

A decisão foi tomada por meio das expectativas de haverem estabilidades nas cotações externas, já que a safra de grãos este ano teria uma produção suficiente para reequilibrar a relação dos preços com as proteínas animais, fazendo assim uma redução a pressão de custos para as indústrias integradoras. Mas, as cotações internacionais tiveram alta, o que deu pressão ainda maior aos preços internos.

Como o cenário dos preços não se confirmaram, mesmo com uma safra recorde de 109 milhões de toneladas de milho e 135,5 milhões de toneladas de soja, os preços internamente seguiram em alta, por conta da forte demanda externa e da desvalorização do real com relação ao dólar.

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) – integrado pela Presidência da República, pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – é o núcleo executivo colegiado da Camex, responsável por definir alíquotas dos impostos de importação e exportação, fixar medidas de defesa comercial, internalizar regras de origem de acordos comerciais, entre outras atribuições.

Porto de Paranaguá realizou a primeira operação de importação de soja em dezembro

O Porto de Paranaguá realizou a primeira operação de importação de soja em dezembro do ano passado. O navio Discoverer trouxe 30,5 mil toneladas do produto, dos Estados Unidos, para abastecer o mercado interno brasileiro. Apesar de ser considerado pequeno, este é o maior volume comprado pelo Brasil dos EUA desde 1997. “O Brasil é um gigante na produção de soja, mas o preço do produto no mercado internacional, aliado às vantagens cambiais, fez com que praticamente toda a produção fosse vendida ao exterior. Com isso, foi necessário importar o grão para atender a demanda interna”, explicou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Segundo o Ministério da Economia, entre janeiro e outubro do ano passado, o Brasil importou 625 mil toneladas da oleoginosa, a maior quantidade desde 2003. A maior parte veio do Paraguai (589 mil toneladas) e Uruguai (36,3 mil toneladas). No Paraná, os registros mostram que não houve desembarque de soja estrangeira antes de dezembro de 2020.


Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da CNA.