PSOL denunciará Rossoni por quebra de decoro

Na próxima sexta-feira, 21 de novembro, o Diretório Estadual do PSOL no Paraná entrará com uma denúncia contra o deputado estadual Valdir Rossini (PSDB),por quebra de decoro parlamentar

por Redação JB Litoral
18/11/2014 10:00 (Última atualização: 18/11/2014)

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Na próxima sexta-feira, 21 de novembro, o Diretório Estadual do PSOL no Paraná entrará com uma denúncia contra o deputado estadual Valdir Rossini (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), por quebra de decoro parlamentar. O processo será protocolado na Comissão de Ética da ALEP, as 14h.

O PSOL considera que Rossoni faltou com o decoro relativo a seu cargo após ofender publicamente os professores e funcionários de escolas estaduais que protestavam na ALEP, no dia 04 de novembro, contra a aprovação da lei que prorrogou o mandato dos atuais diretores de escola. Após ser questionado sobre qual seria o procedimento em relação aos seguranças que agrediram os educadores, Rossoni afirmou, através da rede social Twitter, que estes seriam condecorados, pois haviam retirados “dois pilantras” das galerias da ALEP.

ENTENDA O CASO

No dia 04 de novembro aconteceu protesto organizado pela APP-Sindicato contra um projeto de lei que, aprovado, prorrogou o mandato dos atuais diretores das escolas estaduais. Na ocasião, centenas de professores e funcionários da educação estadual ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa, mostrando aos deputados a sua posição sobre o tema. Os presentes no protesto defendiam o adiamento da discussão.

Apesar disso, os deputados votaram favoráveis ao projeto e foram vaiados pelos educadores. Foi aí que o presidente da ALEP, Valdir Rossoni (PSDB), ordenou que os seguranças da casa retirassem os manifestantes, o que foi feito com bastante violência.

CONTINUA DEPOIS DO ANÚNCIO

O confronto entre professores e seguranças da Alep aconteceu após a aprovação pelos deputados, em primeiro e segundo turno, do projeto de lei que prorroga por um ano o atual mandato dos diretores das 2,1 mil escolas estaduais. Foram 32 votos a favor e 13 contra na segunda discussão da proposta, que já havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes da sessão. Todo o processo foi acelerado no procedimento conhecido como “tratoraço”, de cordo com o interesse do governo.

A confusão ocorreu quando professores ligados à APP-Sindicato e com camisas do PSTU passaram a gritar nas galerias palavras como “golpistas” e “vergonha”. Um dos manifestantes chegou a jogar uma nota de R$ 10,00 no plenário. Quando Rossoni, presidente da Assembleia, ordenou a retirada de um dos manifestantes, a briga começou. Imagens apresentadas na RPCTV, feitas por um cinegrafista que estava na galeria, mostram o momento em que seguranças agarram o manifestante, que resiste junto com alguns colegas. Os seguranças começam então a dar socos na altura do abdômen dos professores e se inicia uma troca de socos e pontapés dos dois lados. Os manifestantes são arrastados para fora em meio a muita gritaria e protestos.

Quatro professores ficaram feridos durante a briga e foram encaminhados ao serviço médico da Alep. Uma professora foi levada ao hospital com suspeita de fratura no braço.

 

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