Escola Cívico-Militar Faria Sobrinho elege seus novos vereadores mirins, em Paranaguá


Por Diogo Monteiro Publicado 23/06/2022 às 11h36 Atualizado 17/02/2024 às 11h11

A Escola Estadual Cívico-Militar Faria Sobrinho, de Paranaguá, realiza, nesta quinta-feira (23), o processo eleitoral do projeto Parlamento Jovem, que irá eleger seus vereadores mirins. Assim que eleitos, eles passarão por treinamento e capacitação na Câmara de Vereadores para conhecerem o funcionamento do Poder Legislativo e, no final, devem propor um Projeto de Lei que atenderá as demandas da comunidade escolar ou da sociedade.

Liliana Kffuri ficou feliz em receber o projeto em sua escola. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

A diretora Liliana Kffuri comemorou a implantação do projeto em sua unidade de ensino após um convite do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por meio da Secretaria Estadual da Educação e do Esporte (Seed). “Assim que recebemos o convite, abraçamos e começamos a conhecer o projeto. O primeiro passo foi divulgar o objetivo do trabalho para os nossos alunos, depois criamos os partidos políticos, onde cada um deles defendeu uma temática. Em seguida, os alunos que tinham o interesse de se candidatar se filiaram aos seus partidos e depois foram realizadas as convenções partidárias, onde eles elegeram seus representantes dentro de cada sigla, para que sejam representados nas eleições”, disse a diretora.

Após passar por todo o processo inicial, os alunos elaboraram seus planos de governo e tiveram que apresentar suas propostas com panfletos, vídeos e reuniões organizadas dentro da instituição. Segundo Liliana, os estudantes foram orientados pela professora de Cidadania e Civismo, Vanessa Mohr Caetano. “Após passar pela primeira etapa do processo eleitoral, eles precisaram realizar as suas campanhas políticas, onde fizemos gravações e publicamos nas redes sociais da escola. Para os outros alunos que irão apenas votar, o TRE teve o cuidado de confeccionar títulos eleitorais, para que eles possam chegar até o mesário e apresentar o seu documento, receberem as orientações e se dirigirem até a cabine de votação”, destacou.

Como em toda tradicional eleição, os mesários também receberam orientações de manuseio da urna eletrônica e do atendimento ao eleitor, validando a sua participação no processo eleitoral. “Nesta semana, os nossos alunos foram até o Fórum Eleitoral e foram recepcionados pela equipe do TRE, lá eles receberam um treinamento de manuseio da urna eletrônica. Os mesários também foram instruídos sobre como o resultado é extraído da máquina para que seja computado os votos para cada candidato”, finalizou.

“Uma aula prática de civismo e cidadania”

Vanessa Mohr Caetano destacou a ideia de apresentar todo o processo aos alunos. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

A professora Vanessa Mohr Caetano diz estar muito grata pela escola ter aceitado fazer parte do projeto, pois é uma forma de os estudantes exercerem a cidadania muito além de apenas depositar o seu voto em um candidato. “Para minha disciplina esse trabalho é muito gratificante, pois eles estão exercendo, de fato, a cidadania e o civismo. Agora todos os alunos já sabem como funciona um processo eleitoral, desde o início, quando o cidadão se interessa em se colocar a disposição para se tornar um candidato em uma eleição. Futuramente, quem sabe, nós encontraremos esses alunos participando de uma eleição real, porque eles já têm uma base e sabem o que é preciso para se tornar um bom candidato”, disse a professora.

“Em casa todos ficaram felizes com a minha participação

O mesário Marcos Alexandre, aluno do 8ºC, ficou feliz em participar do projeto. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

Marcos Alexandre, aluno do 8ºC, é um dos mesários e se mostrou muito surpreso em conhecer o processo eleitoral desde o início. Quando ele contou que seria mesário da eleição dos vereadores mirins na escola, seus pais ficaram felizes porque já exerceram essa função em eleições passadas. “Passar por todo esse processo foi incrível, é uma coisa muito nova e estou sentido que faço parte do futuro da minha escola. Eu não imaginava que tinham tantos prazos, eu sempre achei que era só ir lá, votar e ir embora, mas descobri que, por trás disso tudo, tem uma série de requisitos e prazos para serem cumpridos e isso exige muita responsabilidade. Meus pais ficaram felizes quando contei que participaria desse processo e eles me ajudaram muito conversando sobre o tema”, disse o aluno.

As urnas eletrônicas estão programadas para receberem os votos até as 16hrs. De acordo com a direção da escola, 457 alunos devem passar o dia todo escolhendo 4 representantes entre os 9 escolhidos durante as convenções partidárias. O pleito eleitoral é formado por seis meninas e três meninos, mostrando o interesse e a integração feminina com o processo eleitoral.

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