ETE VALADARES

Ricardo esclarece na Câmara e diz que obra não é vista como prioridade pelo MPPR

por Redação JB Litoral
21/05/2015 20:00 (Última atualização: 21/05/2015)

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A iniciativa de levar uma melhor qualidade de vida aos moradores da Ilha dos Valadares fez com que a empresa CAB Águas de Paranaguá investisse em obras do sistema de tratamento de esgoto na Ilha dos Valadares desde meados de 2012.

Foram implantados 37 quilômetros de rede coletora que atendem cerca de 20 mil moradores da região. E os investimentos resultaram ainda na necessária construção de estações elevatórias de esgoto e da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Valadares.
Pouco tempo depois de iniciada a obra, durante o assentamento das primeiras estacas na construção da Estação de Tratamento de Esgotos, houve problemas nas residências dos moradores do bairro Mangue Seco, o que fez a comunidade cobrar questionamentos junto ao Ministério Público do Paraná (MPPR), através da Associação de Moradores.

No início de janeiro os vereadores Adalberto Araújo (PSB) e Adriano Ramos (SDD) acompanharam diretores e a presidente da Associação dos Moradores da Ilha dos Valadares (Amiv) Mirian Alaferdoglou em visita às residências, ouvindo as reclamações e documentando a visita com fotografias e vídeos. Antes, porém, em dezembro de 2014, numa reunião onde estiveram presentes os diretores da CAB, o presidente da Companhia de Agua e Esgoto de Paranaguá (Cagepar), o vereador licenciado Antonio Ricardo dos Santos (PROS), o vereador Jacir Moraes de Oliveira (PSL), a diretoria da Amiv e moradores, foi dado o pontapé inicial para as soluções dos problemas detectados. Na oportunidade, o gerente da CAB, Sérgio Bovo, se comprometeu a paralisar a obra até definição de outra técnica que não prejudicasse as residências do bairro. Disse ainda que empresa terceirizada realizou vistoria técnica e confirmou alguns danos provocados pelo assentamento de estacas. Com isso, o gerente garantiu que a empresa faria a remoção das famílias em situação de risco se fosse necessário e, conforme o caso, a CAB custearia a reforma ou mesmo a reparo de qualquer avaria.
Em janeiro a presidente da AMIV ficou de informar quais famílias seriam atendidas e as demais situações que seriam reavaliadas mediante participação do MPPR e não deu mais retorno. No dia 27 a obra foi paralisada pelo MPPR e não mais prosseguiu fazendo com que o vereador Jacir Moraes de Oliveira (PSL) convocasse o presidente da Cagepar para explicar essa situação e fazer esclarecimentos sobre a demora na retomada da obra.

MPPR segurou o processo

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Munido de farta documentação, que repassou para um dos vereadores, o presidente Ricardo esteve na quinta-feira (14) na Câmara Municipal e explicou as ações de fiscalização da Cagepar na obra da CAB. Atendo-se a datas e documentos comprobatórios, o presidente disse que a obra parou em razão do processo 441/2015 do MPPR, que cobrou diversos documentos da empresa, entre eles, o laudo técnico da Defesa Civil que já está nas mãos do promotor de justiça Ronaldo Mion há 45 dias. Disse ainda que a CAB não consegue ser recebida pelo MPPR para apresentar a nova alternativa para cravamento de estacas e assim dar continuidade na obra.“Estamos de joelhos para o Ministério Público”, disparou o presidente diante da ausência de retorno.

Ricardo disse ainda que a presidente da Amiv ficou de levantar as locações dos moradores que tiveram suas casas supostamente prejudicadas pela obra desde a reunião do dia 22 de janeiro e jamais retornou. Ele informou ainda que o local da obra foi vítima das ações de ladrões e de atos de vandalismo, como a quebra do muro do seu entorno e até mesmo um campo de futebol foi construído no canteiro de obras pelos moradores. Toda essa situação foi apresentada em fotos durante sua apresentação aos vereadores. Sobre os problemas nas residências, o presidente foi taxativo e adiantou que não haverá nenhum tipo de indenização aos moradores e que a CAB fará as reformas e, se necessário for, reconstruirá as residências dos que foram prejudicados.

Indignado com a morosidade do retorno a respeito do laudo da Defesa Civil, o presidente disse que o processo está travado no MPPR e que o órgão precisa ser mais sério e rápido nas suas demandas junto à comunidade. “Tem certas coisas que não se pode tolerar”, desabafou Ricardo sugerindo que o MPPR acelere sua decisão da mesma forma que a CAB atendeu seu pedido, levando em conta a importância da questão ambiental.

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