Mais de 500 famílias de Matinhos são atendidas por Ação Social de Curitiba


Por Luiza Rampelotti Publicado 23/07/2022 às 12h20 Atualizado 17/02/2024 às 13h21

Desde o ano passado, a ação social Comunidade Levando a Chama passou a atender cerca de 500 famílias de Matinhos. De lá para cá, já aconteceram doações de cestas básicas, roupas, fraldas, cadeiras de roda e muletas, encaminhamentos para atendimento de saúde e, todos os meses, a doação de aproximadamente duas toneladas e meia de frutas e verduras.

O projeto começou em 2020, na época mais forte da pandemia. Fizemos um grupo de WhatsApp com moradores e vizinhos do Pinheiro, em Curitiba, para ajudar as famílias que estivessem passando necessidade. Ali começou a se expandir, porque o primeiro pedido de ajuda que recebemos foi do Abranches, a 70 km de distância. Depois começamos a receber várias doações e passamos a distribuir em vários locais”, conta o idealizador Patrik Júlio de Oliveira.

Com a união de várias pessoas que têm o intuito de ajudar a sociedade, as doações foram se tornando cada vez mais essenciais para as famílias auxiliadas e, com isso, a ação passou a ser divulgada, principalmente, nas redes sociais. Dessa forma, a presidente da Associação dos Moradores da Vila Progresso, em Matinhos, Nahana Emanuele Pereira Rocha, descobriu sobre o projeto e entrou em contato com Patrik, pedindo apoio para a sua comunidade.

Tudo o que a gente faz mostramos; quem doa e quem recebeu a doação. A Nahana viu nosso trabalho pelo Facebook e pediu que um dia fizéssemos uma visita. Foi quando fomos até Matinhos, vimos o trabalho dela e passamos a atuar juntos”, comenta Patrik.

Frutas e verduras chegam no CMEI Gigi Bonatto, de onde são distribuídos para associações e projetos dos diversos bairros de Matinhos. Foto: Divulgação


2.5 mil moradores são atendidos


Desde então, cerca de 500 famílias matinhenses são atendidas mensalmente. Segundo o idealizador, cada família representa 5 pessoas, o que significa que, aproximadamente, 2.5 mil moradores recebem as doações.

Na cidade litorânea, todo 4º sábado de cada mês, um caminhão carregado com caixas plásticas, dirigido por um motorista da prefeitura, sai às 5h da manhã para retirar as frutas e verduras no Banco de Alimentos da Central de Abastecimento do Paraná (CEASA), em Curitiba. Lá os alimentos são entregues através da Ação Social Levando a Chama e, então, descem a serra para Matinhos.

Professora Zu e Nahana ficam responsáveis pela distribuição dos alimentos. Foto: Divulgação

O caminhão chega às 13h30 na Central de Distribuição, no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Gigi Bonatto, onde a diretora Zulminéia Luz da Silva, a profª Zu, lidera a divisão dos alimentos entre as associações participantes do projeto, chamado, na cidade, de Levando a Feira. Atualmente, as comunidades do Rio da Onça, Bom Retiro, Vila Progresso, Cohapar, Sertãozinho, Costa Azul, Albatroz, Guaciara, Gaivotas, Perequê e Monções são atendidas.

A professora Zu conta que, após a divisão, as líderes de cada região organizam kits de frutas e verduras para distribuir entre as famílias cadastradas nas associações e projetos locais. “Os alimentos são entregues para as famílias cadastradas em nosso banco de dados. Após efetuado o cadastro, o responsável pelo grupo familiar fica apto a fazer a retirada nos dias que são reservados, de acordo com a localidade do atendimento”, explica.

Levando a Capacitação


Ela ainda revela como o CMEI Gigi Bonatto se tornou uma Central de Distribuição. “Foi a Nahana, preocupada com as necessidades e dificuldades financeiras das famílias da Vila Progresso, que abriu as portas de sua casa para o Levando a Chama a famílias cadastradas na associação de moradores. Como a ação começou a crescer, ela precisava de um local com maior espaço para ofertar as doações, e procurou a direção do CMEI”, diz.

Em contato com o prefeito José Carlos do Espírito Santo (Podemos), o Zé da Ecler, Zulminéia recebeu autorização para liberar o espaço como um local de distribuição dos alimentos. Ela também destaca que o objetivo da ação é proporcionar às pessoas que se encontram em situações de vulnerabilidade social um mínimo de assistência necessária para que elas possam ter dignidade em suas vidas cotidianas.

Buscamos prestar uma assistência permanente, o intuito é reinserir o cidadão ao mercado de trabalho. Assim sendo, a ação também tem outro projeto, o Levando a Capacitação, na qual reunimos profissionais que preparam para o mercado de trabalho, podendo trabalhar em casa e ter uma renda”, comenta.

De acordo com ela, serão oferecidos cursos de pedicure, unhas em gel e extensão de cílios para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Como participar


Nahana Emanuele Pereira Rocha comenta sobre o início do projeto em Matinhos. “Começamos fazendo a separação de recicláveis na minha casa, vendíamos e comprávamos as verduras no sacolão. Só que começou a ficar muito pesado os valores e fomos atrás do apoio de alguma ONG em Curitiba para que pudéssemos atender mais famílias. Até então, atendíamos cerca de 30 famílias da comunidade e balneários”, relembra.

Com o apoio da Ação Social Levando a Chama e, inicialmente, do empresário parnanguara Márcio José de Freitas Nascimento, o Márcio da União, que buscava os alimentos em Curitiba, o projeto foi criando corpo na cidade do Litoral. Depois, a prefeitura também passou a apoiar a ação.

Me sinto muito grata por ter feito parte de tudo isso. Não imaginava que tomaria uma proporção tão grande e que tantas famílias seriam ajudadas. Essas frutas e verduras vêm do CEASA, são aquelas que seriam jogadas fora por conta de algum machucado que impedia a venda, mas que dá para comer. Hoje, esses alimentos são doados e atendem 2.5 mil moradores aqui em Matinhos e muitos outros em outras cidades”, finaliza.

Para quem quiser participar colaborando, basta entrar em contato com a professora Zulminéia por meio do telefone (41) 99285-9549. São necessárias sacolas plásticas, sacolas sustentáveis, rolos de pacotes para separar frutas das verduras, caixas plásticas de feira, alimentos, fraldas infantil e geriátrica e ajuda de custo mensal de R$ 250 para combustível.

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